O setor de mobilidade elétrica no Brasil segue em movimento. Nos últimos dias, a BYD anunciou uma nova campanha de descontos em modelos eletrificados, enquanto o transporte de cargas dá sinais de que a eletrificação de caminhões já é uma realidade mais próxima do que parece.
Confira os principais destaques da semana:
BYD reduz preços de Dolphin Mini, King e Song Pro em julho

A BYD lançou uma nova campanha de descontos para o mercado brasileiro, contemplando três de seus modelos eletrificados: o híbrido Song Pro, o sedã híbrido King e o elétrico Dolphin Mini.
Conforme a montadora, os preços promocionais permanecem válidos até 31 de julho ou enquanto durarem os estoques, o que acontecer primeiro.
A promoção é voltada apenas para pessoas físicas e faz parte da estratégia da marca para impulsionar as vendas de veículos eletrificados neste mês.
O Song Pro concentra o maior desconto da campanha: R$ 28.500 abaixo do preço de tabela, levando o SUV híbrido a custar R$ 161.490.
O King, na versão GS, também entrou na lista de reduções, com corte de R$ 25 mil, o sedã passa a ser vendido por R$ 149.990.
Já o Dolphin Mini, elétrico de entrada da marca e um dos mais vendidos do segmento no país, teve o valor reduzido em R$ 9 mil, chegando a R$ 109.990.
Características dos modelos
No King, um motor 1.5 a combustão trabalha em conjunto com um propulsor elétrico, resultando em 209 cv de potência combinada, o suficiente, segundo a fabricante, para uma autonomia superior a 1.000 km no ciclo combinado.
O Song Pro segue uma lógica híbrida semelhante, unindo motor 1.5 a um motor elétrico e totalizando 223 cv. O modelo se destaca ainda pela possibilidade de rodar em modo totalmente elétrico dentro das cidades.
Já o Dolphin Mini aposta em um motor elétrico de 75 cv e 13,7 kgf/m de torque. Segundo o Inmetro, o carro é capaz de percorrer até 280 km com uma carga completa
Pouca gente percebeu, mas o Brasil já está eletrificando caminhões

Toda vez que o assunto é caminhão elétrico, a conversa no Brasil costuma seguir o mesmo roteiro: alguém questiona o alcance das baterias, outra pessoa lembra do tamanho do território nacional, e a conclusão é sempre a mesma, que a eletrificação do transporte pesado ainda está distante da realidade do país.
Só que, enquanto o debate segue girando em torno dos desafios, a tecnologia já deixou de ser apenas uma promessa. Segundo o 5º Anuário Brasileiro da Mobilidade Elétrica, da Plataforma Nacional da Mobilidade Elétrica (PNME), cerca de 370 caminhões elétricos foram vendidos no Brasil em 2024. É um número pequeno perto do tamanho da frota nacional, mas mostra que o movimento já ganha espaço em operações específicas, principalmente no transporte urbano e regional, onde rotas previsíveis e recarga ao final do dia facilitam a adoção.
Alguns projetos em andamento já mostram isso na prática. No fim de 2025, Amazon, DHL Supply Chain e Scania começaram a testar um caminhão elétrico em uma rota real entre Cajamar e Taubaté (SP), não em ambiente controlado, mas dentro da operação logística do dia a dia.
O Grupo Carrefour, por sua vez, já colhe retorno financeiro positivo com a eletrificação da frota que abastece lojas na Grande São Paulo, prova de que o tema vai além da sustentabilidade. O Grupo Nós, dono das marcas Oxxo e Shell Select, segue o mesmo caminho ao descarbonizar sua logística. Em um setor de margens apertadas, a tecnologia só avança se também fizer sentido financeiro.
A EVMOB segue a mesma lógica em parceria com o Grupo DPSP, uma das maiores redes de farmácias do país, aplicando a eletrificação justamente em rotas previsíveis e de alta.
Entre descontos que aquecem o mercado de carros eletrificados e caminhões elétricos ganhando espaço silenciosamente nas rotas logísticas do país, fica claro que a eletrificação no Brasil avança em várias frentes ao mesmo tempo, nem sempre com o alarde que o tema merece. Seguimos de olho nos próximos capítulos dessa transição e voltamos em breve com mais novidades do setor.
Fonte: Canal Ve